Ração Royal Canin é Boa? Guia Completo e Análise de Todas as Linhas
A Ração Royal Canin é Boa? Veredito Rápido
A Royal Canin é indiscutivelmente uma das líderes mundiais em nutrição animal e a resposta curta é que sim, ela é uma excelente ração. No meu dia a dia na clínica veterinária, ela serve como o padrão de referência para o que chamamos de nutrição de precisão. Diferente de marcas que focam apenas no apelo dos ingredientes “da moda”, a Royal Canin investe pesado em pesquisa científica para garantir que cada croquete entregue exatamente o que o metabolismo do seu cão precisa, seja ele um filhote de Yorkshire ou um dogue alemão idoso.
O grande diferencial que observo nos pacientes que se alimentam com Royal Canin é a consistência na saúde a longo prazo. A marca possui uma palatabilidade excepcional, o que resolve a vida de tutores com cães exigentes para comer. Além disso, a digestibilidade costuma ser altíssima, resultando em fezes firmes, pequenas e com menos odor, o que indica que o organismo está absorvendo o máximo de nutrientes possível daquela dieta. É uma escolha segura, testada e aprovada por décadas de estudos.
No entanto, nem tudo são flores e precisamos ser honestos sobre os pontos que geram debate. A Royal Canin utiliza transgênicos e antioxidantes sintéticos (BHA/BHT) em suas formulações, o que afasta tutores que buscam uma filosofia mais “natural” ou holística. O preço também é elevado, situando-se no topo da categoria Super Premium. Se o seu foco é puramente ingredientes naturais frescos e sem conservantes sintéticos, talvez ela não seja a primeira opção, mas se o foco é resultado clínico e segurança nutricional, ela é imbatível.
Pontos Fortes: Ciência e Especificidade
A maior força da Royal Canin reside na sua filosofia de “nutrientes sobre ingredientes”. Isso significa que, em vez de apenas colocar uma carne bonita no rótulo, eles quebram a nutrição em aminoácidos, vitaminas e minerais exatos. Isso permite criar rações extremamente específicas, como as da linha Veterinary Diet, que literalmente salvam vidas de cães com problemas renais, urinários ou gastrointestinais graves. A tecnologia por trás do formato do grão (kibble) também é fascinante, facilitando a preensão do alimento para cada tipo de mandíbula.
Outro ponto fortíssimo é o controle de qualidade rigoroso e a padronização. Ao abrir um saco de Royal Canin hoje e outro daqui a seis meses, você encontrará exatamente a mesma composição, cor e textura. Isso é crucial para cães com estômagos sensíveis, que costumam ter diarreia com qualquer mínima variação na dieta. A marca também possui uma rede de distribuição gigantesca, garantindo que você encontre o alimento em praticamente qualquer pet shop ou clínica veterinária do país, evitando que seu cão fique sem comida por falta de estoque.
Por fim, a palatabilidade é um destaque que não pode ser ignorado. A Royal Canin utiliza uma técnica de revestimento dos grãos com óleos e aromas (palatabilizantes) que torna a ração irresistível para a grande maioria dos cães. Isso é fundamental em casos de animais convalescentes ou idosos que perdem o apetite. Como veterinário, uso muito esse recurso para garantir que pacientes doentes voltem a comer, pois a nutrição é a base de qualquer recuperação.
Pontos de Atenção: Preço e Antioxidantes
O custo é a principal barreira de entrada para muitos tutores. A Royal Canin posiciona seus produtos em uma faixa de preço alta, muitas vezes acima de concorrentes nacionais que oferecem propostas similares de nível Super Premium. Para quem tem cães de porte grande ou gigante, manter uma dieta exclusiva da marca pode pesar significativamente no orçamento mensal, exigindo um planejamento financeiro cuidadoso por parte da família.
A questão dos ingredientes também levanta polêmicas, especialmente o uso de BHA e BHT como conservantes. Embora agências reguladoras de saúde em todo o mundo, incluindo a ANVISA e o FDA, considerem esses aditivos seguros nas quantidades utilizadas, existe uma pressão crescente do mercado por conservantes naturais, como tocoferóis (vitamina E) e extrato de alecrim. A Royal Canin defende o uso dos sintéticos pela sua eficácia superior em evitar a oxidação das gorduras em longos períodos, mas é um ponto que desagrada o consumidor mais natureba.
Outro ponto de atenção é a presença de subprodutos e grãos como milho e trigo transgênicos na composição. Muitos tutores associam milho a “enchimento” barato, embora, quando processado corretamente como a Royal Canin faz, o glúten de milho seja uma fonte de proteína de altíssima digestibilidade. Ainda assim, se você procura uma dieta “Grain Free” (livre de grãos) ou com carnes frescas como primeiro ingrediente visível, a abordagem nutricional da Royal Canin pode parecer antiquada comparada a marcas mais novas no mercado.
Nota Geral do Veterinário para a Marca
Daria uma nota 9.0 sólida para a Royal Canin. Perde um ponto apenas pela resistência em migrar para conservantes naturais nas linhas de manutenção e pelo custo elevado. No entanto, no quesito segurança alimentar, resultado clínico visível (pelagem, fezes, energia) e suporte ao tratamento de doenças, ela beira a perfeição. É a marca que eu ofereço aos meus próprios animais quando precisam de suporte específico.
Conheça as Principais Linhas da Royal Canin
Size Health Nutrition: A Nutrição por Porte
A linha Size Health Nutrition é a espinha dorsal da marca e baseia-se no fato de que um Poodle Toy e um Rottweiler são animais fisiologicamente muito diferentes. Para os cães “Mini” e “X-Small”, a fórmula é concentrada em energia, pois esses cães têm um metabolismo acelerado e estômagos pequenos. Além disso, os grãos contêm quelantes de cálcio para ajudar a prevenir o tártaro, que é uma praga em raças pequenas.
Para cães de porte “Medium”, a ênfase muda para a manutenção das defesas naturais e um equilíbrio energético, já que são cães que costumam ser ativos, mas podem ganhar peso se sedentários. A ração busca manter a massa magra e garantir uma pele saudável, que é a primeira barreira de proteção do organismo. Vejo muitos Beagles e Cockers se darem muito bem com essa vertente da linha.
Já nas versões “Maxi” e “Giant”, o foco nutricional muda drasticamente para a saúde articular e digestiva. Cães grandes têm um trânsito intestinal mais lento, o que pode causar fezes moles, e suas articulações suportam uma carga pesada. Por isso, essas rações são enriquecidas com condroitina e glucosamina desde cedo, e possuem proteínas de altíssima digestibilidade (L.I.P.) para garantir o menor volume fecal possível e evitar torção gástrica.
Breed Health Nutrition: Raças Específicas
Esta é, na minha opinião, a “joia da coroa” da Royal Canin. A linha Breed Health Nutrition não é apenas marketing; existe uma ciência profunda no design do croquete. Tomemos o Pug ou o Bulldog Francês como exemplo: eles são braquicefálicos e têm dificuldade em apreender o alimento. O grão da ração para eles tem um formato de “onda” ou amêndoa que facilita a “pegada” com a boca e incentiva a mastigação, evitando que engulam inteiro.
A formulação química também é ajustada às predisposições genéticas de cada raça. Na ração para Yorkshire Terrier, há um reforço maciço de ômegas e aminoácidos sulfurados para garantir o crescimento daquele pelo longo e sedoso característico. Para o Labrador Retriever, a ração tem um teor de gordura reduzido e um formato de grão com um furo no meio, que diminui a densidade calórica e obriga o cão a comer mais devagar, ajudando no controle da obesidade.
Na clínica, vejo resultados fantásticos com a ração para Shih Tzu e Golden Retriever. No caso do Golden, a atenção à pele (propenso a dermatites) e ao coração (taurina e L-carnitina para a função cardíaca) faz toda a diferença na longevidade do animal. É uma personalização que poucas marcas no mundo conseguem replicar com tanta precisão e eficácia.
Care Nutrition: Soluções para Sensibilidades
A linha Care Nutrition situa-se entre a ração normal e a medicamentosa. Ela é destinada a cães saudáveis, mas que apresentam sensibilidades específicas. O destaque vai para a “Dermacomfort”, focada em cães com pele propensa a irritações e coceiras inespecíficas. Ela utiliza fontes de proteína selecionadas para reduzir o potencial alérgeno e é carregada de um “coquetel” de vitaminas para a barreira cutânea.
Outra estrela desta linha é a “Digestive Care”. Muitos tutores chegam ao consultório reclamando que o cão tem flatulência excessiva ou fezes inconsistentes, mesmo não estando doente. Essa ração foca em proteínas ultra-digestíveis e um mix de fibras prebióticas que equilibram a flora intestinal. O resultado costuma ser visível em poucos dias, com a melhora da consistência das fezes.
Temos também a “Light Weight Care” para controle de peso e a “Exigent” para cães com apetite caprichoso. O interessante da Exigent é que ela trabalha com diferentes texturas e aromas para estimular o olfato e a sensação na boca, vencendo a anorexia seletiva de cães muito mimados. É uma ferramenta útil antes de considerarmos que a falta de apetite seja patológica.
Veterinary Diet: A Linha de Tratamento
Aqui entramos no território onde a Royal Canin é praticamente imbatível. A linha Veterinary Diet não é vendida em supermercados comuns, pois funciona como um remédio. A ração “Renal”, por exemplo, possui restrição severa de fósforo e proteínas de alta qualidade em quantidade controlada para não sobrecarregar rins falhos. É a base do tratamento para Doença Renal Crônica, aumentando a expectativa de vida desses pacientes em anos.
A linha “Urinary S/O” é outra que prescrevo semanalmente. Ela é formulada para dissolver cálculos de estruvita e criar um ambiente urinário desfavorável à formação de novas pedras (tanto estruvita quanto oxalato). A tecnologia RSS (Supersaturação Relativa) utilizada garante que a urina fique diluída, salvando muitos animais de cirurgias de bexiga recorrentes.
Não podemos esquecer da “Hypoallergenic” e da “Anallergenic”. Para cães com alergias alimentares graves, onde o sistema imune ataca as proteínas da dieta, essas rações utilizam proteínas hidrolisadas (quebradas em pedaços microscópicos) que o corpo não reconhece como inimigas. A versão Anallergenic vai além, usando proteína de pena hidrolisada para casos extremos. É ciência pura aplicada à tigela do cachorro.
Club Performance: A Linha de Entrada
Embora menos falada, a Royal Canin possui a linha Club Performance, que seria uma “Premium Especial”. Ela é a porta de entrada para quem quer a qualidade da marca, mas não pode arcar com os custos das linhas Super Premium principais. A digestibilidade é boa, mas inferior às linhas Size ou Breed, e a especificidade é menor.
Nesta linha, os ingredientes são mais padronizados e focados no básico bem feito: manutenção de peso, pelagem saudável e fezes firmes. Não espere aqui os nutracêuticos avançados como grandes quantidades de condroitina ou formatos de grãos exclusivos. É uma ração honesta, segura e superior à maioria das rações de combate do mercado.
Eu costumo recomendar a Club Performance para ONGs ou tutores com muitos cães que precisam de um custo-benefício melhor sem arriscar a saúde dos animais com rações de baixa qualidade. Ela cumpre o papel de nutrir adequadamente, mantendo o rigoroso controle de qualidade fabril da Royal Canin, o que já é uma grande vantagem.
Análise de Ingredientes: O Que Tem Dentro do Saco?
Filosofia Nutricional: Nutrientes vs. Ingredientes
Muitos tutores leem o rótulo da Royal Canin e se assustam ao ver “farinha de vísceras” ou “glúten de milho” em vez de “filé mignon fresco”. O diferencial aqui é a abordagem científica: o organismo do cão não absorve “frango”, ele absorve aminoácidos. A Royal Canin seleciona ingredientes baseada na sua capacidade de fornecer esses nutrientes com a maior biodisponibilidade possível.
O glúten de milho, por exemplo, é frequentemente demonizado, mas é uma fonte de proteína extremamente concentrada e com baixíssimo resíduo, o que facilita a vida do intestino. A marca prioriza a precisão do perfil de aminoácidos final da ração. Isso significa que eles combinam diferentes fontes (animais e vegetais) para atingir o “quebra-cabeça” perfeito que o corpo do cão necessita.
Essa abordagem permite uma consistência que ingredientes frescos in natura às vezes não garantem devido à sazonalidade. Para um cão alérgico ou com sensibilidade digestiva, saber que a fórmula molecular da ração é constante é mais importante do que o apelo de marketing de um ingrediente “gourmet” que pode variar nutricionalmente a cada lote.
Conservantes: A Polêmica do BHA/BHT
A Royal Canin utiliza BHA (Butilhidroxianisol) e BHT (Butilhidroxitolueno) para preservar suas rações. Como veterinário, preciso explicar o porquê: as rações Super Premium têm alto teor de gorduras (necessárias para energia e palatabilidade). Essas gorduras oxidam (ficam rançosas) muito rápido em contato com o ar. O BHA/BHT são antioxidantes extremamente potentes que garantem que a ração não estrague mesmo meses após a fabricação.
Existe um receio popular de que esses componentes sejam cancerígenos. No entanto, os estudos que apontaram riscos foram feitos com doses maciças, muito superiores às permitidas em pet food. Nas doses regulamentadas, eles são considerados seguros. A marca opta por eles para garantir a segurança alimentar e evitar a formação de compostos tóxicos derivados da gordura estragada, que seriam um risco imediato muito maior para o cão.
Ainda assim, o mercado está mudando. Outras marcas já conseguem estabilizar rações com tocoferóis (vitamina E) e extrato de alecrim, embora com prazos de validade ou estabilidade pós-abertura às vezes menores. É uma escolha entre a garantia absoluta de conservação versus a preferência por aditivos naturais.
Níveis de Garantia e Digestibilidade (L.I.P.)
Um termo que você verá muito nos sacos da Royal Canin é “L.I.P.” (Low Indigestible Proteins). Isso se refere a proteínas selecionadas por terem uma digestibilidade superior a 90%. Na prática clínica, isso se traduz em menos “lixo” chegando ao intestino grosso. O resultado direto é uma redução significativa no volume e no odor das fezes.
Os níveis de garantia de proteína e extrato etéreo (gordura) variam muito conforme a linha. Uma ração para cães atletas (Energy 4800) terá níveis de gordura altíssimos, enquanto uma “Sterilised” terá níveis moderados com alta fibra. O balanceamento é sempre focado na energia metabolizável ideal para aquele perfil de cão.
Além disso, a inclusão de fibras fermentáveis (polpa de beterraba, FOS, MOS) garante a saúde da microbiota intestinal. Um intestino saudável é sinônimo de boa imunidade. A Royal Canin não “chuta” esses valores; cada percentual é calculado para otimizar a absorção e manter o escore corporal ideal do animal.
Qual Royal Canin Escolher para o Seu Cachorro?
Para Filhotes: Puppy/Junior vs. Mother & BabyDog
A fase de crescimento é a mais crítica. Para o desmame até os 2 meses, indico a linha “Mother & BabyDog”. Ela tem um grão que reidrata facilmente, virando uma papinha, facilitando a transição do leite para o sólido. Ela é carregada de antioxidantes para cobrir a “janela imunológica”, momento em que os anticorpos da mãe caem e os do filhote ainda não subiram.
Após os 2 meses, passamos para a linha “Puppy” (antiga Junior). Aqui, a escolha deve ser baseada no porte. Um filhote de Dogue Alemão (Giant Puppy) precisa de níveis de cálcio e energia controlados para não crescer rápido demais e ter problemas ósseos. Já um Yorkshire (Mini Puppy) precisa de muita energia rápida para evitar hipoglicemia.
Nunca dê ração de adulto para filhote. A falta de cálcio e proteínas específicas pode causar deformidades permanentes. A Royal Canin para filhotes é formulada para dar suporte ao desenvolvimento cognitivo também, geralmente enriquecida com ômega-3 (DHA).
Para Cães de Apartamento: Indoor Life
Se o seu cão vive exclusivamente dentro de casa, passeia pouco e faz as necessidades no tapetinho higiênico, a linha “Indoor” é a melhor escolha. Esses cães tendem a ser mais sedentários e o odor das fezes em um ambiente fechado é um problema real para os tutores.
A fórmula Indoor contém zeólita e extrato de yucca, além das proteínas L.I.P., que trabalham em conjunto para reduzir drasticamente o cheiro das fezes e o volume. Além disso, o nível calórico é ajustado para um estilo de vida com menor gasto energético, prevenindo a obesidade silenciosa que afeta muitos cães de apartamento.
Outro benefício dessa linha é o cuidado com a pele e pelagem, já que cães de interior muitas vezes vivem em ambientes com ar condicionado ou aquecimento, que podem ressecar a pele. Os níveis de ácidos graxos essenciais ajudam a manter a barreira cutânea íntegra.
Para Cães Idosos: Ageing 12+ e Mature 8+
A geriatria canina é uma das minhas paixões e a nutrição correta muda tudo. A Royal Canin divide os idosos em duas fases: os que estão começando a envelhecer (Mature 8+) e os muito idosos (Ageing 12+). A principal mudança aqui é a proteção renal: o teor de fósforo é reduzido, pois os rins são os primeiros órgãos a sofrer com a idade.
Além disso, essas rações são enriquecidas com um complexo de antioxidantes (vitamina C, E, luteína, taurina) para combater o envelhecimento celular e preservar a função cognitiva, ajudando a evitar a Síndrome da Disfunção Cognitiva (o “Alzheimer” canino).
A textura do grão também muda. Na versão 12+, o croquete é mais macio ou pode ser reidratado facilmente, pois muitos cães nessa idade já têm tártaro, gengivite ou perda de dentes, tornando a mastigação de grãos duros dolorosa. O foco é manter o apetite e a massa muscular, que tende a sumir na velhice.
Para Cães Castrados: Sterilised
A castração muda o metabolismo do cão. A necessidade energética cai cerca de 20% a 30%, mas o apetite aumenta. Se você mantiver a ração normal na mesma quantidade, seu cão vai engordar. A linha “Sterilised” resolve essa equação matemática aumentando o volume de fibras e diminuindo a gordura.
As fibras promovem saciedade mecânica no estômago, fazendo o cão se sentir cheio com menos calorias. Além disso, a ração ajuda a manter o pH urinário equilibrado, já que cães castrados (especialmente os que engordam) podem ter maior predisposição a problemas urinários.
Sempre oriento meus clientes a fazer a troca para a ração de castrados logo após a cirurgia e recuperação. É muito mais fácil prevenir o ganho de peso do que fazer um cão obeso emagrecer depois.
Comparativos: Royal Canin vs. Concorrentes
Quadro Comparativo
| Característica | Royal Canin Mini Adult | N&D Prime (Farmina) | PremieR Seleção Natural |
| Categoria | Super Premium (Científica) | Super Premium (Natural/Grain Free) | Super Premium (Natural) |
| Proteína Principal | Farinha de vísceras/Glúten | Carne Fresca / Desidratada | Frango Korin (Diferenciado) |
| Grãos/Carboidrato | Milho/Arroz (Transgênicos) | Livre de Grãos (Batata/Ervilha) | Arroz (Baixo índice glicêmico) |
| Conservantes | BHA / BHT (Sintéticos) | Tocoferóis / Alecrim (Naturais) | Tocoferóis / Alecrim (Naturais) |
| Foco Principal | Especificidade / Digestibilidade | Ancestralidade / Ingredientes | Sustentabilidade / Bem-estar |
| Preço Médio (kg) | Alto | Muito Alto | Médio/Alto |
Royal Canin vs. Hill’s Science Diet
Essa é a batalha dos titãs. Ambas são as marcas preferidas dos veterinários e possuem filosofias muito parecidas baseadas em ciência clínica. A Hill’s tem uma abordagem muito forte nos EUA e foca pesadamente em “biologia” e expressão gênica. A Royal Canin vence na variedade de portfólio: a quantidade de rações para raças específicas e nuances de tamanho da Royal é muito maior. Em termos de qualidade terapêutica (linhas veterinárias), ambas são excelentes e equivalentes. A escolha muitas vezes recai sobre qual o animal aceita melhor (palatabilidade), ponto onde a Royal Canin costuma levar ligeira vantagem.
Royal Canin vs. N&D (Farmina)
Aqui temos o choque de filosofias. A Royal Canin representa a escola tradicional científica (nutrientes, transgênicos seguros, BHA), enquanto a N&D representa a nova escola “natural” (sem grãos, baixo índice glicêmico, conservantes naturais, carnes nobres). Se você prioriza ingredientes que você reconheceria na sua própria cozinha e quer evitar transgênicos a todo custo, a N&D é superior. Se você prioriza especificidade para a raça, segurança de padronização e tratamento de doenças específicas, a Royal Canin é mais indicada. Muitos cães com estômagos sensíveis se adaptam melhor à Royal Canin devido à proteína hidrolisada e ao processamento focado na digestão, enquanto a N&D pode ser “forte” demais para alguns devido ao alto teor proteico.
Royal Canin vs. PremieR Pet
A PremieR é a gigante brasileira que bate de frente com as importadas. A linha PremieR Fórmula e Seleção Natural são excelentes concorrentes. A principal vantagem da PremieR costuma ser o custo-benefício e o sistema de garantia (troca se o cão não gostar) que é menos burocrático. A Royal Canin ganha na tecnologia embarcada nas linhas de tratamento (Veterinary Diet) e nas específicas por raça. Para um cão saudável sem necessidades muito específicas, a PremieR entrega um resultado muito próximo por um preço geralmente menor. Mas para casos complexos ou raças muito específicas (como Bulldog), a Royal Canin ainda tem a liderança tecnológica.
Guia de Preços e Onde Comprar Mais Barato
Média de Preço por Kg
A Royal Canin não é barata. O preço por quilo diminui drasticamente conforme o tamanho do saco aumenta. Comprar um saco de 1kg ou 2,5kg sai infinitamente mais caro no longo prazo do que investir no saco de 10kg ou 15kg.
Para se ter uma ideia, o preço do quilo num saco pequeno pode chegar a ser 40% ou 50% mais caro do que no saco grande. Minha dica de veterinário é: armazene corretamente. Compre o saco grande e guarde em potes herméticos para manter a crocância e evitar a oxidação, assim você economiza sem perder qualidade.
Como Identificar o Original e Selo de Satisfação
A pirataria e a venda de ração vencida ou reembalada existem. Compre sempre de grandes pet shops online (Petlove, Cobasi, Petz) ou clínicas veterinárias autorizadas. Verifique sempre se a embalagem está selada a vácuo ou sem furos.
A Royal Canin possui um programa de “Satisfação Garantida”. Se o seu cão não comer ou passar mal, você pode entrar em contato com o SAC da marca para solicitar a troca ou reembolso. Guarde sempre a nota fiscal e o pedaço da embalagem com o lote e data de fabricação, pois eles exigirão essas informações para honrar a garantia.
Assinatura de Ração Vale a Pena?
Para quem usa Royal Canin, a assinatura é quase obrigatória para viabilizar o custo. A maioria dos grandes e-commerces oferece 10% a 15% de desconto para compras recorrentes. Considerando o valor alto da ração, esse desconto paga um saco extra ao final de um ano. Além disso, garante que você não esqueça de comprar e tenha que correr na loja de bairro pagando o preço cheio de emergência.
Dúvidas Frequentes sobre a Royal Canin (FAQ)
A Royal Canin tem muito sódio? Faz mal para os rins?
Esse é um dos maiores mitos da internet. A Royal Canin não tem excesso de sódio. O teor de sódio é calculado para ser palatável e estimular a ingestão de água (o que é bom para prevenir pedras nos rins), mas está longe de ser perigoso para cães saudáveis. Pelo contrário, a linha Renal da marca é a referência mundial em proteção dos rins. Se a marca fosse vilã dos rins, ela não seria a líder em tratá-los.
Qual a diferença entre Royal Canin e Golden?
A diferença é a categoria. A Royal Canin é Super Premium, enquanto a Golden (fabricada pela PremieR Pet) é Premium Especial. A Royal Canin utiliza ingredientes de maior digestibilidade, mais nutracêuticos e tem linhas específicas. A Golden é uma excelente ração de manutenção, mas não tem o mesmo nível de especificidade ou tecnologia nutricional avançada da Royal Canin. Comparar as duas é injusto, pois concorrem em faixas de preço e proposta diferentes.
A ração Royal Canin ajuda a diminuir a lágrima ácida?
A “lágrima ácida” (cromodacriorreia) tem mais a ver com a anatomia do olho e genética do que apenas com a ração. No entanto, a alimentação influencia. A Royal Canin, especialmente a linha “Dermacomfort” ou as específicas para raças como Maltês e Poodle, ajuda porque possui alta digestibilidade e não contém corantes. Isso reduz a quantidade de porfirinas (pigmentos) circulantes que acabam sendo excretados na lágrima. Porém, nenhuma ração é milagrosa sozinha; a higiene local diária é fundamental.
Como funciona a troca de ração?
Se você vai começar a dar Royal Canin hoje, não troque de uma vez! Isso causa diarreia. O intestino do cão precisa de tempo para adaptar as enzimas. Faça a troca gradual ao longo de 7 dias:
- Dias 1 e 2: 25% Royal Canin + 75% ração antiga.
- Dias 3 e 4: 50% de cada.
- Dias 5 e 6: 75% Royal Canin + 25% ração antiga.
- Dia 7: 100% Royal Canin.
Isso garante fezes firmes e uma adaptação tranquila ao novo sabor.

